Blog Deu Match!? http://deumatch.blogosfera.uol.com.br Notícias, curiosidades e muitas histórias de quem já se deu bem ou quebrou a cara nos apps de paquera. Thu, 20 Jun 2019 07:00:29 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Ciúme ou abuso? Elas contam como se livraram de quem conheceram nos apps http://deumatch.blogosfera.uol.com.br/2019/06/20/ciume-ou-abuso-elas-contam-como-se-livraram-de-quem-conheceram-nos-apps/ http://deumatch.blogosfera.uol.com.br/2019/06/20/ciume-ou-abuso-elas-contam-como-se-livraram-de-quem-conheceram-nos-apps/#respond Thu, 20 Jun 2019 07:00:29 +0000 http://deumatch.blogosfera.uol.com.br/?p=1718 Apps de relacionamento fazem parte da vida da maioria das pessoas solteiras. Muitos estão nessas ferramentas para namorar, em busca de sexo casual ou ao menos um date. Porém, tem quem esteja ali somente para conhecer gente nova, fazer amigos mesmo. Mas há, ainda, um outro grupo de pessoas que confunde as coisas, transformando o que poderia ser algo bacana em uma relação doentia, permeada por crises de ciúmes e perseguição. Veja histórias:

“Precisei da ajuda do meu pai para conseguir terminar”

Odara Guimarães, 22, tinha 18 anos quando conheceu um rapaz em um app de paquera que, logo depois do primeiro encontro, sugeriu que ela desinstalasse o aplicativo, para que ficassem só um com o outro.

Odara Guimarães precisou da ajuda do pai para se livrar de ex ciumento. Crédito: arquivo pessoal.

A estudante disse que não se sentia confortável com o pedido, que poderiam continuar saindo, mas que ela não deixaria o app. “Ele começou a se achar meu proprietário. Queria que eu desse satisfação de onde e com quem estava, que eu desse a chave do meu apartamento para ele. Um dia cheguei e o porteiro disse que ele tinha perguntado se eu estava mesmo viajando, se estava recebendo alguém! Foi extremamente assustador”.

Com medo, depois desse episódio invasivo, Odara decidiu pôr fim a relação. “Ele não desistiu após eu dizer que não queria mais vê-lo. O cara começou a adicionar meus amigos em todas as redes sociais, me esperava na porta de casa. Até o dia em que meu pai estava aqui e eu pedi que dissesse ao rapaz que chamaria a polícia se a perseguição continuasse. Ele ainda tentou me adicionar em redes sociais, mas a obsessão, felizmente, acabou”.

Mariane Sousa teve problemas com alguém que sequer beijou. Crédito: arquivo pessoal.

“Ele ameaçou de morte o rapaz com quem eu me relacionava”

Com a designer Mariane Alves de Sousa, 21, a história foi um pouco diferente. No fim do ano passado, um cara começou a segui-la no Instagram após vê-la na rede social. “Nunca tínhamos nos falado, mas mesmo assim ele pôs na cabeça que ficaríamos juntos. Criou uma conta falsa, usando fotos de outras pessoas, para conversar comigo, mas fiquei desconfiada porque era tudo muito esquisito”.

A jovem descobriu a farsa e, como percebeu que o rapaz tinha tomado aquela atitude por insegurança, não o excluiu. Mariane eventualmente conversava com ele, sempre deixando claro que não teriam nada além de bate-papo, já que ela se relacionava amorosamente com outra pessoa. “Ele começou a ficar com ciúmes. Sempre queria saber o que eu estava fazendo, onde estava, bem possessivo. Queria tomar conta da minha vida, dar presentes, achava que era a única pessoa do mundo que poderia me fazer feliz”.

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O problema chegou ao auge quando ele criou outra conta falsa com o objetivo de ameaçar de morte o rapaz com quem ela saía à época. “O cara com quem eu estava, ficou preocupado. Quando descobri que foi ele mesmo, deixei claro que não queria isso, que era livre. Falei que, se ele insistisse, iria à polícia e o bloqueei”, relembra.

Mariane admite que errou em não ter percebido os sinais, o que acabou colocando alguém importante em risco. “Eu já estava ficando com esse menino há um tempo, nos tornamos mais que ficantes, somos amigos e por isso ele sabia do que estava acontecendo antes de ser ameaçado. Sugeri darmos um tempo, mas ele não quis, disse que gostava muito de sair comigo e estamos assim há nove meses”.

Cristiane Braga precisou ameaçar acionar a polícia para se livrar de um ex-namorado. Crédito: arquivo pessoal.

“Ele me perseguia, queria que eu vivesse só para ele”

Cristiane Braga, 40, já viveu algo assim, ao recorrer aos apps, anos após estar separada. Na esperança de encontrar alguém bacana, deu chance a um cara. “Ele não era o tipo de homem que me atraía fisicamente, mas era tão educado, gentil e legal que fui me envolvendo”.

A assessora de imprensa aceitou namorá-lo, mas deixou claro que gostava muito da família do ex-marido, com quem se dava muito bem. “Ele disse até achar bonito meu laço de amizade e carinho com eles, mesmo após separação. Só que uma semana depois passou a reclamar quando falavam comigo e tentava me proibir de ir a festas em que eles estivessem. Além disso, quis me afastar dos meus amigos, querendo que eu vivesse só para ele”.

Após o namorado pedir que ela mandasse fotos para comprovar onde estava, Cristiane resolveu terminar a relação pelo WhatsApp mesmo. “Ele ficou me perseguindo nas redes sociais, falando mal de mim.  Precisei trocar o número de telefone e ameaçar fazer boletim de ocorrência para ele parar de perturbar. Durou pouco mais de um mês. Se continuasse, acho que ele teria me agredido”, finaliza Cristiane.

Eligia Aquino Cesar, colaboração para a Universa

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Elas só descobriram que eram bonitas depois de entrar nos apps de paquera http://deumatch.blogosfera.uol.com.br/2019/06/15/elas-so-descobriram-que-eram-bonitas-depois-de-entrar-nos-apps-de-paquera/ http://deumatch.blogosfera.uol.com.br/2019/06/15/elas-so-descobriram-que-eram-bonitas-depois-de-entrar-nos-apps-de-paquera/#respond Sat, 15 Jun 2019 07:00:03 +0000 http://deumatch.blogosfera.uol.com.br/?p=1700 A baixa autoestima é um problema que pode prejudicar a vida amorosa de qualquer pessoa. Afinal, como se relacionar de maneira saudável com alguém se você não gosta do próprio corpo, se acha feia ou desinteressante? Há várias maneiras de buscar o caminho da aceitação e, consequentemente, do contentamento. Para muitas mulheres, o exercício de ser mais generosa consigo mesma, de aprender a se achar bonita da maneira que é, veio por meio do uso dos aplicativos de paquera.

Victoria Veduatto afirma que os apps de paquera a ajudaram a se aceitar. Crédito: arquivo pessoal

Postar fotos como é e receber elogios

Victoria Veduatto, 21, conta que há alguns anos era bem tímida. A estagiária de psicologia lembra que nunca teve problemas em postar fotos de seu rosto em redes sociais, mas que não sentia a mesma segurança em relação ao próprio corpo. Isso mudou quando passou a utilizar aplicativos de paquera. “Usar app melhorou muito minha autoestima porque eu adorava ser elogiada pelas pessoas. Ficava feliz quando saía com alguém que dizia que eu era tão bonita pessoalmente quanto nas fotos”.

Para a jovem, é natural que aplicativos de paquera tenham influência na autoestima, já que hoje as relações estão muito atreladas não só ao que acontece no mundo real, mas também no virtual. “Postar uma foto mostrando quem sou de fato e receber um elogio me ajudou no processo de aceitação do meu corpo e até mesmo da minha personalidade”, relata.

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Natália Costa se sentiu mais confiante depois que entrou no mundo dos apps de relacionamento. Crédito: arquivo pessoal

Ao se aceitar, a vida amorosa melhora

Algo similar ocorreu com Natália Oliveira Costa, 18. A Jovem Aprendiz diz ter se descoberto bonita somente após trazer os aplicativos de paquera para a vida dela, há cerca de um ano. “Depois que passei a usar o app, vieram elogios dizendo que sou muito bonita e junto a isso várias pessoas passaram a se interessar por mim. Parei e me perguntei ‘será que sou totalmente o contrário do que estou pensando’. A partir desse momento passei a me olhar no espelho com o pensamento diferente, me aceitando, e achando que sou linda”.

Natália notou que as paqueras também aumentaram no seu dia a dia fora do mundo virtual. “Quando me aceitei e pensei ‘sou mais do que imaginava, maior do que falam’, descartei as ofensas que recebia e fiquei só com as críticas construtivas e, principalmente, com os elogios. Depois que comecei a me amar, a me aceitar, passei a atrair mais pessoas em baladas, por exemplo. Fico com mais gente agora do que antes”.

Apesar dessa transformação comportamental, ela diz que divide o tempo disponível entre os mundos real e virtual.  “Antes de usar app de paquera era totalmente insegura, principalmente com meu corpo e cabelo. Quando mudei meu pensamento, percebi que as pessoas se interessam mais por alguém que confia em si mesmo, parece que é mais fácil acreditar em quem age assim”, conclui Natália.

Giovanna Ishikawa passou a se achar mais bonita após receber elogios nos apps de paquera. Crédito: arquivo pessoal.

Quando elogiam, agradeça

Para a estudante Giovanna Mitie Oliveira Ishikawa, de 19 anos, a mudança veio depois de ter recebido várias mensagens positivas nos apps de paquera. “Antigamente quando uma pessoa falava que eu era bonita, por ter uma aparência fora do padrão que aparece na mídia, não acreditava. Ficava achando que diziam isso só porque eu sou legal ou para tentarem me deixar bem”.

A jovem afirma que antes de usar aplicativos de paquera era inibida e que a ferramenta a ajudou a ficar bem com ela mesma, a se achar bonita. “Hoje, quando me elogiam, agradeço. Confio mais em mim, pois sei que somos diferentes, imperfeitos e o mais importante é o caráter e não tanto a aparência das pessoas”, encerra Giovanna.


Por Eligia Aquino Cesar, colaboração para a Universa

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Nem só pegação: app lança campanha que incentiva conexão sincera e amizades http://deumatch.blogosfera.uol.com.br/2019/06/13/nem-so-pegacao-app-lanca-campanha-que-incentiva-conexao-sincera-e-amizades/ http://deumatch.blogosfera.uol.com.br/2019/06/13/nem-so-pegacao-app-lanca-campanha-que-incentiva-conexao-sincera-e-amizades/#respond Thu, 13 Jun 2019 07:00:51 +0000 http://deumatch.blogosfera.uol.com.br/?p=1679

Crédito: Divulgação

 

 

Quando o assunto é aplicativo de relacionamento, as principais reclamações dos usuários versam sobre a superficialidade das relações estabelecidas ali e, também, a falta de franqueza de alguns perfis. Pensando em maneiras de ajudar as pessoas a estabelecer relações verdadeiras, o Badoo — app de relacionamento com mais de 430 milhões de usuários em 190 países — lança a campanha “Conexões Sinceras”.

Dominic Gallello, diretor de marketing da empresa, conta que a campanha nasceu da necessidade de criar uma ligação real entre as pessoas, a partir da transparência e baseada também em quem você é e naquilo que realmente deseja. “Sabemos que todos têm algo a oferecer e acreditamos que todas as pessoas merecem conexão. Em nosso aplicativo, 13 mil casais se conhecem por dia e queremos tornar isso algo muito mais natural do que decepcionante”.

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No Brasil, a campanha traz fotos de dez usuários espalhadas pelas linhas amarela e lilás do Metrô de São Paulo. Para escolher os “garotos-propaganda”, a empresa usou um push notification (notificação ou informação que o usuário recebe sem que tenha requisitado) com formulário para inscrição. Houve, então, uma pré-seleção que teve como principal foco a bio dos interessados. Foram escolhidos aqueles que chamaram mais a atenção, que mostraram mais personalidades nos perfis.

Quatro desses usuários deram seus depoimentos ao Deu Match!?. Eles contam o segredo para encontrar pessoas mais abertas para conversar e fazer amizades, sem que haja, necessariamente, segundas intenções.  

Diana Oliveira. Crédito: Arquivo pessoal.

“Quero alguém que me respeite como eu sou”

Além de deixar claro que sou trans, específico também que a intenção, a princípio, é uma amizade. A impressão é que os usuários são mais atentos às informações do perfil. Há uma hipersexualização em cima da mulher trans em aplicativo de relacionamento e, também, em redes sociais. Mas já consegui marcar encontros com homens que não se preocuparam em serem vistos com uma trans a luz do dia. Coisa rara pra nós”.

Diana Oliveira, 24, DJ

 

João Henrique Duarte da Silva. Crédito: arquivo pessoal.

“Quero me apaixonar, casar, ter três filhos e um cachorro”

“Vejo que conexões totalmente sinceras não são tão comuns, mas não é algo impossível que aconteça. Há pessoas que são bem específicas em suas biografias, contam com detalhes de si mesmas e, dependendo de quem lê, pode gostar e querer se arriscar, então acho que é bem possível estabelecer relações verdadeiras. Basta a pessoa querer”.

João Henrique Duarte da Silva, 19 anos, entregador


Aline Cristina de Oliveira. Crédito: arquivo pessoal.

“Topo qualquer rolê, me apresente os seus”

A maioria dos aplicativos tem um certo padrão de usuários que muitas vezes é difícil de se encaixar. Acho que poderiam ter um método de controle melhor de perfis falsos. É muito frustrante conhecer alguém e depois ver que não é nada daquilo que idealizamos. Digo no sentido visual mesmo. Independentemente de qual seja seu gosto, por mais que a aparência não seja tudo, em aplicativos são a primeira coisa que costuma causar impacto além da descrição do perfil. A sinceridade tem que começar aí.”

Aline Cristina de Oliveira, 19, vendedora

Leonardo Santos Galdino. Crédito: arquivo pessoal.

“Me dou melhor com pessoas que olham no olho durante uma conversa”

“Claro que relacionamento é bom, mas é muito bacana também fazer amizades. Conheci pessoas muito legais que moravam perto da minha casa de quem sou amigo até hoje. Isso contribui para que não seja um app só de pegação.

Já tive encontros bons e ruins também. Tenho consciência que todo app de relacionamento é um pouco um cardápio humano. Mas as bios completas,  e não textos copiados da internet, ajudam muito na hora de um match sincero”.

Leonardo Santos Galdino, 21, ator circense e músico

Por Eligia Aquino Cesar, colaboração para a Universa

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Apps de paquera para evangélicos para quem quer só relacionamento sério http://deumatch.blogosfera.uol.com.br/2019/06/08/apps-de-paquera-para-evangelicos-para-quem-quer-so-relacionamento-serio/ http://deumatch.blogosfera.uol.com.br/2019/06/08/apps-de-paquera-para-evangelicos-para-quem-quer-so-relacionamento-serio/#respond Sat, 08 Jun 2019 07:00:54 +0000 http://deumatch.blogosfera.uol.com.br/?p=1668

Crédito: Pexels

Encontrar a cara-metade é o desejo de muitas pessoas. Os aplicativos de paquera são um exemplo de ferramenta para facilitar esse final feliz. Pensando em direcionar cada vez mais a oferta de serviços, além de os apps de relacionamento mais tradicionais, há aqueles focados em públicos mais específicos, como as pessoas com mais de 40 anos, vegetarianos e (por que não?) evangélicos.

Prós e contras

Os interessados contam com diversas possibilidades, tais como, Amor Cristão, Encontro Cristão e Divino Amor. Marcos Célio, um dos primeiros a explorar esse nicho, criou em 2008, o site RomanceCristão.com. “Sabíamos das limitações dos encontros de solteiros das igrejas. Além disso, o par ideal poderia não estar na própria igreja que a pessoa frequentava, e sim na igreja vizinha, em outro bairro ou em uma cidade diferente. Por que não unir todas essas pessoas”, questiona.

O app derivado do site, “Romance Cristão – Namoro & Chat Evangélico”, foi lançado em 2017 e conta com 700 mil usuários atualmente. Assim como acontece com outros aplicativos disponíveis no mercado, há planos gratuitos e também pagos. O grande diferencial aqui é o cadastro. “ É preciso responder a denominação da igreja a qual pertence, com que frequência vai ao local e se participa de algum ministério. Além disso, o usuário informa com quais denominações deseja se relacionar. Dessa forma, os perfis são direcionados de acordo não só com localização, mas, também, respeitando as escolhas do usuário”, salienta Marcos.  

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Danielle Lima e Thiago Lima casaram-se menos de dois após se conhecerem em app cristão. Crédito: arquivo pessoal.

À procura de compromisso

Independemente de sua religião, se o seu foco é sexo casual e pegação, já deu para notar que esse tipo de app não é para você. O intuito de quem se cadastra ali é encontrar relacionamentos sérios, como aconteceu com Danielle Cristine Moreira de Lima, de 30 anos.

Em janeiro de 2011, por curiosidade, a mineira resolveu se cadastrar no site. A primeira opção de pretendente que apareceu para ela foi o consultor técnico Thiago Lima. “Mesmo conversando muito pelo app e percebendo que queríamos nos conhecer, para mim, parecia impossível que algo do tipo desse certo”, relembra Danielle.

“Faço aniversário dia 1º de junho. Quando foi em 30 de maio daquele mesmo ano, recebi uma mensagem dele dizendo que tinha comprado a passagem e chegaria a Belo Horizonte no dia do meu aniversário. Só pensei “meu Deus, está acontecendo”! Assumimos nosso namoro, antes do Thiago voltar para o Sul. Ele disse que ia fazer de tudo para se mudar para Minas para, assim, ficarmos perto um do outro. Em novembro, surgiu uma oportunidade de emprego aqui que deu certo. Ele largou tudo e veio morar perto de mim”, conta, entre risos.

Em setembro de 2012, ele se casaram e juntos têm uma filha que fará cinco anos em breve. “Quando vi uma página de paquera voltada para o público cristão, foi ótimo, porque me daria a oportunidade de conhecer pessoas do meio. Além disso, estava em uma idade em que queria algo sério, pois sempre sonhei em me casar jovem. Foi coisa de Deus mesmo”, conclui a dona de casa.

Por Eligia Aquino Cesar, colaboração para a Universa

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Pressão psicológica, ofensa e agressão: o lado perigoso dos apps de paquera http://deumatch.blogosfera.uol.com.br/2019/06/06/pressao-psicologica-ofensa-e-agressao-o-lado-perigoso-dos-apps-de-paquera/ http://deumatch.blogosfera.uol.com.br/2019/06/06/pressao-psicologica-ofensa-e-agressao-o-lado-perigoso-dos-apps-de-paquera/#respond Thu, 06 Jun 2019 07:00:35 +0000 http://deumatch.blogosfera.uol.com.br/?p=1646 Em um mundo no qual cada vez mais as pessoas tendem a resolver as coisas com a ajuda do smartphone, conhecer pretendentes por essa via passou a ser um caminho óbvio. O problema acontece quando a conversa que caminhava bem destoa para o lado da opressão e do desrespeito, ou pior, quando a agressividade vem à tona ao encontrar o pretendente pessoalmente.

“Sofri violência verbal por ter me negado a transar”

Bianca Moraca, 26, conta ter vivido uma experiência assim. “Já sofri violência verbal  em um encontro por me negar a transar com o cara”. A atendente de balcão diz ter conversado por um tempo com um rapaz, quando ele a chamou para sair. A ideia inicial era encontrá-lo para bater um papo e se rolasse interesse mútuo, ficarem um com o outro. “Fomos até uma praça. Porém, enquanto conversávamos, notei que o lugar era assustadoramente escuro e deserto”, relembra.

Após experiências ruins, Bianca Moraca aprendeu a ser direta quando encontra pretendentes inconvenientes. Crédito: Arquivo pessoal

Eles se beijaram e, quando percebeu que a coisa começou a esquentar, Bianca disse que queria ir para outro lugar, já que, além de se sentir exposta, achava que o lugar não era seguro.  “Ele começou a ficar bravo porque não estava rolando como ele queria, mas em momento algum me chamou para ir a outro lugar. O cara só sabia forçar uma situação. Até que eu parei e falei que não continuaria daquele jeito”.

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“Ele me chamou de otária, escrota, p… barata. Disse que não acreditava estar ali perdendo o tempo dele, porque tinha coisas e mulheres muito melhores e mais corajosas do que eu. Eu pedi calma, ele me peitou, mostrou o dedo do meio bem próximo ao meu rosto, me xingou, e simplesmente me deixou ali sozinha, sem bateria no celular. Fui salva por um motorista que me orientou sobre como faria para chegar a estação de Metrô mais próxima dali”.

Três anos após o ocorrido, Bianca vive em Portugal com a família e diz ter se deparado com homens com esse perfil também por lá. A diferença é que atualmente ela sabe como agir diante de situações como essa e não aceita qualquer tipo de desrespeito. “Com o tempo, aprendi a ser mais bocuda e faço questão de deixar claro que o cara com esse tipo de comportamento está sendo bem baixo”.

“Ele me deu um tapa bem forte no rosto”

A estudante MC*, 23, passou por uma experiência que, por pouco, não acabou em algo pior. Ela conta que antes de encontrar com alguém que conhece no app sempre conversa muito, em alguns casos, por meses e com esse pretendente não foi diferente. “Combinamos de sair e quando entrei no carro, de repente, sem razão alguma, ele me deu um tapa bem forte no rosto“. Desesperada, como ela diz, pensava em sair do automóvel, mas ao mesmo tempo imaginava o que poderia acontecer se a porta estivesse trancada.

“Fiquei com a voz trêmula pedindo para ir embora. Aí ele disse que em uma de nossas conversas eu falei que gostava de tapas. Reafirmei que sim, no sexo, mas não de maneira aleatória e fora de contexto! Achei que ele tinha entendido, mas depois disso o cara apertou meu peito e colocou a mão na minha vagina, me machucando, antes que eu pudesse sair dali. Parecia que ele era meio psicopata. Foi péssimo e traumático para mim”, recorda-se.

“Muitos homens não sabem ouvir ‘não'”

Letícia Camargo acredita que muitos homens ainda precisam entender que “não é não”. Crédito: arquivo pessoal

A estudante Letícia Camargo, 19, diz que o grande problema de muitos dos rapazes com quem conversou no aplicativo é não respeitar os limites impostos por ela.  “Já teve cara que mandou nudes sem meu consentimento, que depois de ter algum de seus pedidos negados, como só sair para sexo, partiu para a ofensa e tentou me menosprezar”.

Para Letícia, o problema de se tornar agressivo após a negativa feminina não é algo que ocorre só nos apps, mas na vida fora das telas. “É tênue a linha dos limites, só eu sei onde quero ou não chegar. Evidentemente que não são todos, mas muitos homens acham que podem falar e fazer o que querem pelo simples fato de sair com eles ou até mesmo, conversar. Por isso é tão difícil se relacionar hoje em dia”.

Na maioria das ocasiões, ela bloqueia o contato desagradável para não se estressar. “Já fui chamada de vagabunda e coisas que não tinham nada a ver porque me neguei a seguir numa conversa desconfortável para mim. É como se fôssemos obrigadas a aceitar esse tipo de situação e servi-los. Comigo não rola”, pontua.

“Fui xingada por ter deixado claro o perfil de homem que procurava no app”

Caroline Araújo desistiu dos aplicativos de paquera após experiências desagradáveis. Crédito: arquivo pessoal.

Caroline Gonçalves Araújo, 24, relata ter passado por situações de desrespeito simplesmente por tratar o aplicativo de relacionamento, como o que ele é de fato: um cardápio de pretendentes que procuram pessoas dentro de determinadas características para se relacionar. “Eu sempre criava perfis dizendo que procurava algo sério e o que me atraía em um rapaz. Alguns homens não conseguiam ver isso como algo normal e me mandavam mensagens terríveis, que, inclusive, me fizeram chorar”.

Em uma delas um cara a chamou de ridícula e disse que deveria aceitar o primeiro que aparecesse interessado nela. “Me questionei se ele realmente estaria com a razão. Hoje sei que estou certa, que o importante é eu me gostar e que ninguém de fora tem que opinar a respeito da minha aparência. Estou em processo de reconstrução e sou feliz assim”, conclui.

“Ele tentou me pôr para baixo criticando minha aparência”

A estudante Vitória Guimarães relata ter vivido situação semelhante àquela relatada por Caroline. “Conheci uma pessoa que me passou confiança pelas suas palavras e então resolvi tentar. Marcamos um encontro no shopping e ele me pediu em namoro”.

Como o rapaz já havia sido apresentado à família da estudante, Vitória passou a questioná-lo sobre quando conheceria os pais do namorado, que sempre se esquivava.  “Ele começou a falar coisas sobre meu corpo para me deixar para baixo e, apesar daquilo abalar minha autoestima, sempre deixei para lá, achava normal. Logo terminamos, porque descobri que ele me traía com outra menina”.

A experiência acabou sendo positiva para Vitória que, ao dar uma nova chance aos aplicativos de paquera meses depois, já sabia que não deveria se submeter a certas situações. “Há três meses, conheci uma pessoa no app que me faz muito bem e me ajudou a esquecer as coisas ruins que aconteceram”, finaliza.

*Nome trocado a pedido da entrevistada.

Por Eligia Aquino Cesar, colaboração para a Universa

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Direto, nerd ou politizado? Conheça 8 perfis clássicos dos apps de paquera http://deumatch.blogosfera.uol.com.br/2019/06/02/direto-nerd-ou-politizado-conheca-8-perfis-classicos-dos-apps-de-paquera/ http://deumatch.blogosfera.uol.com.br/2019/06/02/direto-nerd-ou-politizado-conheca-8-perfis-classicos-dos-apps-de-paquera/#respond Sun, 02 Jun 2019 07:00:25 +0000 http://deumatch.blogosfera.uol.com.br/?p=1637

Crédito: Pexels

Se você é usuária de aplicativo de relacionamento, certamente já notou que, fora fotos bacanas, é preciso um certo talento para vender seu peixe no app e se destacar no meio de tanta oferta. Isso acontece com homens e mulheres, não é à toa que você já deve ter reparado que há alguns tipos de perfis clássicos ali, que volta e meia aparecem com descrições, fotografias ou abordagens semelhantes. Veja se reconhece algum destes que estão descritos a seguir.

Religioso

Trechos da Bíblia, fotos com imagens religiosas ou qualquer coisa do tipo. Quando a pessoa considera importante se relacionar com alguém que tenha esse perfil, é importante dar essas indicações porque já é uma forma de filtrar o pretendente.  

4:20

Já se deparou com expressões como “adorador da erva sagrada” e “4:20” no perfil de algum pretendente e ficou sem saber o que era? É bem simples: ele está assumindo que fuma maconha e que está bem resolvido com a situação. Se para você isso é um problema, melhor partir para outra.

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Mulheres falam sobre o que gostam ou detestam nos apps de paquera

Politizado


No perfil, ele deixa clara a posição política que defende, de uma maneira geral rechaçando contato com o outro lado e deixando claro que não está a fim de quem ele vê como oposição. Se você não defende a mesma bandeira do moço, não perca seu tempo tentando trazê-lo para o seu lado porque vocês só vão se irritar. Melhor gastar sua energia com alguém que tenha um perfil mais parecido com o seu.

Inseguro

“Só curta se realmente quiser algo sério”, “não tenho carro, mas sou  gente boa” ou “antes de me descartar veja se o bonitão que você está de olho sabe a diferença entre ‘mas’ e ‘mais’”, essas e outras frases nesse sentido são clássicas do rapaz inseguro. E, sinceramente, quem nunca se viu assim em algum momento da vida? 

Marombeiro

Fotos na academia, com o peitoral à mostra ou simplesmente de uma das pernas ou braços após o treino. Que atire a primeira anilha quem nunca se deparou com esse tipo de perfil. Se a pessoa está de bem com o corpo e quer alguém que se preocupe com isso, tudo bem colocar os músculos para jogo. Caso esse seja o seu perfil também, se joga! 

Nerd

Camisetas de super heróis, funkos e muitos detalhes mais do universo geek. O que antigamente era motivo de timidez, hoje, se destaca como uma qualidade. Quem nunca ouviu falar de meninas que têm uma queda por rapazes nerds? O jogo virou!

Exibido

Já viu algum perfil em que o cara ostenta carros de luxo? E aqueles nos quais ele mostra suas viagens que claramente não foram feitas de mochilão? Ou ainda holerith? Se o poder aquisitivo dele permite esses luxos, que bom! Embora seja estranho pensar que alguém realmente interessante procure um relacionamento sério com essa mensagem implícita de que mulheres são interesseiras.

Sem rodeios

Há um tipo que escreve de maneira tão direta que chega a ser um pouco assustador: ele está nos apps com o único intuito de encontrar parceiras para transar. Simples assim! Se esse for seu objetivo também, é só correr para o abraço (sempre tomando as devidas precauções). Do contrário, por mais gato que o cara seja, é melhor segurar a onda e ficar na sua mesmo.

Por Eligia Aquino Cesar, colaboração para a Universa

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Dating, função de paquera do Facebook, também tem suas desvantagens. Veja http://deumatch.blogosfera.uol.com.br/2019/05/31/dating-funcao-de-paquera-do-facebook-tambem-tem-suas-desvantagens-veja/ http://deumatch.blogosfera.uol.com.br/2019/05/31/dating-funcao-de-paquera-do-facebook-tambem-tem-suas-desvantagens-veja/#respond Fri, 31 May 2019 07:00:55 +0000 http://deumatch.blogosfera.uol.com.br/?p=1630

Crédito: Pexels

Há um mês, o Facebook lançou no Brasil e em mais 13 países o Dating, recurso que funciona da mesma forma que um aplicativo de paquera. O “Deu Match!?” testou a ferramenta à época e mostrou suas vantagens em relação aos concorrentes. Além disso, prometeu voltar, assim que tivesse tempo hábil para usar todas as funcionalidades, e contar as desvantagens e bugs da função. Veja as observações a respeito do lado negativo dessa novidade.

Ainda há pessoas sem acesso

A função foi liberada aos poucos, de acordo com atualizações que os usuários fizessem no aplicativo do Facebook. O “coração”, símbolo do Dating, agora aparece ao lado do sino de notificações da ferramenta. Porém, algumas pessoas relatam que não têm nem sequer a possibilidade de se cadastrar na funcionalidade, que ora aparece em sua lista, ora não aparece.

Curtidas? Só entrando no app

Se alguém te mandar uma mensagem ou curtida não há notificação no celular, como acontece com outros aplicativos de paquera. Você só descobrirá o interesse dos crushes se entrar no app do Facebook. Isso é ruim porque fica fácil perder o andamento de um bate-papo ou faz os mais ansiosos ficarem em cólicas, o que tira um pouco da parte divertida do negócio.

Bancando a 007

Se você gosta de saber se suas mensagens foram lidas ou não para decidir se quer continuar investindo no crush, é melhor — assim que sentir o interesse aumentar e estiver segura para tal — passar a conversa para um meio mais assertivo. Aqui, para saber claramente qual foi a última vez que o pretendente entrou ou se, ao menos, esteve ali, só bancando a detetive e, ainda assim, apenas se ele deixar rastros mesmo, como trocar fotos ou alterar a descrição do perfil, por exemplo.

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Bug no bate-papo

A parte do bate-papo necessita de ajustes. Se no meio de uma conversa seu interlocutor interagir com você, como acontece em qualquer diálogo, as mensagens não aparecem automaticamente. Na maioria das vezes, você só vê o que foi escrito quando volta para a página de “Conversas” e clica novamente na foto do pretendente. Uma perda de tempo que faz o papo não fluir como poderia.

Crush recusado

A forma de manifestar interesse aqui acontece por meio dos botões “Curtir” e “Não, obrigado”. Muitas vezes, pessoas a quem negou conexão por, obviamente, não estar interessada, aparecem novamente como opção de pretendente para você. Algum desavisado pode pensar “ah, mas às vezes você dá ‘não’ sem querer e se arrepende”. No caso do Dating não há esse problema, já que existe nas configurações a aba “Segunda Chance”, na qual o usuário pode voltar atrás em uma recusa.

Não dá para usar no computador

Para quem aproveita aquele tédio do expediente ou na hora dos estudos (quem nunca?) para dar atenção aos crushes usando o computador, não é possível usar o Dating dessa forma, e não há promessa de que isso acontecerá um dia.

Por Eligia Aquino Cesar, colaboração para a Universa

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Mulheres falam sobre o que gostam ou detestam nos apps de paquera http://deumatch.blogosfera.uol.com.br/2019/05/27/mulheres-falam-sobre-o-que-gostam-ou-detestam-nos-apps-de-paquera/ http://deumatch.blogosfera.uol.com.br/2019/05/27/mulheres-falam-sobre-o-que-gostam-ou-detestam-nos-apps-de-paquera/#respond Mon, 27 May 2019 07:00:21 +0000 http://deumatch.blogosfera.uol.com.br/?p=1612

Crédito: Pexels

Por que tanta gente reclama apps de relacionamento, desiste ou simplesmente não consegue encaixar seu perfil com o de outras pessoas que estão ali?A resposta é simples: em muitos casos falta alinhar expectativas. É só observar para perceber que muitos estão a procura de relacionamento sério e outros tantos de algo casual. Até aí, tudo bem. O problema é quando essas pessoas com objetivos tão diferentes se encontram: fica só a frustração, como contam algumas usuárias.  

Raiane Viana desistiu de aplicativos de relacionamento por conta de comportamentos sem noção. Crédito: arquivo pessoal

Sem app

A analista de qualidade Raiane Viana é uma dessas pessoas. Diz ter usado app de relacionamento por apenas quatro horas e que foi o suficiente para perceber que não tinha muito a ver com a ferramenta. “De início tive curiosidade para saber como funcionava. Pensei que as pessoas estavam a procura de algo sério mesmo! Mas fiquei decepcionada. Tive a impressão que muitos homens estão ali à procura de algo rápido, uma ‘saidinha’”, diz.

Raiane conta que apesar do pouco tempo de uso foi desrespeitada por alguns pretendentes e isso a irritou. “Os caras não perguntavam o que fazia, se sou formada, se trabalho, já me chamavam direto para passar na casa deles. Aí, pensei: ‘Opa, estão confundindo as coisas. Isso não é para mim’. Acho que por isso fiquei tão pouco tempo utilizando esse tipo de app”, diz a jovem.

Verônica de Souza gostava de ter conversas agradáveis quando usava apps de relacionamento. Crédito: arquivo pessoal

Com a estudante de artes Verônica Martins de Souza, 19, aconteceu algo similar. Ela desanimou do aplicativo em três meses. “Quando usava, o que mais me atraía era poder conhecer gente totalmente fora do meu convívio, me sentia muito atraída por fotos espontâneas, nas quais a pessoa estivesse sorrindo”

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Ela começou a achar os apps desagradáveis quando alguém supostamente interessado era invasivo. “Não estava ali para mostrar nada, queria apenas ter conversas agradáveis naquele primeiro momento. E grande parte já vem pedindo fotos do corpo. Outra coisa que me estressava eram perfis objetificando pessoas com frases do tipo ‘só gostosa pode dar match’ ou algo do tipo”, afirma Verônica.

Fabiana Alves usa aplicativos de relacionamento há sete anos. Crédito: arquivo pessoal

Persistência

Essa foi também a reclamação da autônoma Fabiana Aparecida Alves, 32, que usa apps há sete anos. “O cara me conquista quando tem educação, convida para sair, coisas simples que muitas vezes não ocorrem”. Ela diz já ter bloqueado homens que pedem para que mostre o corpo e tire a roupa, sendo que em momento algum tinha dado a entender ao rapaz que queria algo do tipo.

“Já conheci uma pessoa no app com a qual fiquei um ano e três meses. Ele parecia super legal, mas descobri que todo o tempo que ficamos, ele saía também com outras mulheres. Poderia ter sido sincero, ao menos”, desabafa Fabiana.

Júlia Nunes conta ter conhecido alguém especial no app. Crédito: arquivo pessoal.

A confeiteira Júlia Carolina Nunes dos Santos, 24, conta que, entre idas e vindas, usa apps de relacionamento há três anos. “Desinstalava o app quando começava a ficar sério com alguém e instalava novamente ao quebrar a cara”, recorda. Ela, como todas as outras entrevistadas, diz que sempre se estressou com pedidos de foto sem noção, que ela define como nojentos quando são diretos ou até mesmo quando iniciam com a pergunta “como você está vestida” (fica a dica, pessoal).

Foi em um desses bate-papos que Júlia conheceu um rapaz que ela define como diferente de todos que já conheceu. “Não é nada oficial ainda, mas sinto por ele uma conexão mais forte do  que tive com um namorado com quem fiquei por quatro anos”. E qual foi o diferencial desse rapaz? “Ele nunca pediu uma foto íntima minha, conversa sobre qualquer assunto, o nível de humor dele é na mesma proporção que o meu. Ele desinstalou o app e eu também fiz o mesmo. Depois de um ano e meio solteira, decidi que é hora de dar uma chance ao amor” finaliza.

Por Eligia Aquino Cesar, colaboração para a Universa

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Gordofobia após o match: “Ele disse que me pegaria, mas não me assumiria” http://deumatch.blogosfera.uol.com.br/2019/05/24/gordofobia-apos-o-match-ele-disse-que-me-pegaria-mas-nao-me-assumiria/ http://deumatch.blogosfera.uol.com.br/2019/05/24/gordofobia-apos-o-match-ele-disse-que-me-pegaria-mas-nao-me-assumiria/#respond Fri, 24 May 2019 07:00:06 +0000 http://deumatch.blogosfera.uol.com.br/?p=1590 Muitas mulheres relatam terem sido vítimas de gordofobia nos apps de relacionamento. Alguns fatores se destacam em todos os depoimentos das mulheres entrevistadas: no perfil, elas expõem claramente –por meio de fotos ou por escrito– que são gordas. Fazem isso para tentar filtrar e fazer com que se aproxime apenas quem estiver de fato interessado em alguém com o perfil delas. Outro ponto em que foram unânimes: elas não veem problema nas pessoas não quererem se relacionar com determinado biotipo. A questão são os comentários inconvenientes, desnecessários e ofensivos.

“Ele disse que me pegaria mas não me assumiria”

Pamela Floriani. Crédito: arquivo pessoal

“Já passei por vários casos de gordofobia. Tinha uma foto minha de rosto, quando nem sabia mexer direito em aplicativo de relacionamento. No dia que encontrei o menino com quem conversava, ele me olhou de cima a baixo e disse que eu era diferente, que achou que eu fosse magra, porque o meu rosto era fino. Em outra ocasião, conversei três semanas com um cara, superfofo. Ele veio me buscar e não saiu da minha rua com o carro, dizendo que só queria conversar comigo. E quando eu o questionei a respeito disso, ele falou que pensou que eu era magra e que só me pegaria, mas não me assumiria para ninguém. Essas situações me magoaram porque foi numa época em que não me aceitava. Atualmente, estou bem comigo mesma. Se acontecesse algo assim hoje não me importaria. Homem não falta!” Pamela Ramalho Floriani, 26, manicure

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“Nunca publiquei foto alterada”

Ana Alvarez. Crédito: arquivo pessoal

Já teve casos de perguntas gordofóbicas, tipo ‘você tem uma foto de corpo, porque você parece gorda’ ou questionando meu peso e altura. É como se não interessasse se eu sou legal. Uma vez, saí com um menino que me disse que eu parecia bem mais magra nas fotos. Fui embora porque tenho amor próprio. A questão é que sou uma pessoa, não sou obrigada a postar uma foto de biquíni. Eu não devo isso a eles! Nunca usei fotos alteradas de alguma forma, não tenho problema algum com isso. Ser gorda, para mim, é apenas uma característica física, como ser baixa, alta ou magra”. Ana Carolina Alvarez, 22, ilustradora

“Já me deram like só para me atacar depois”

Natália Pássaro. Crédito: arquivo pessoal

“Alguns matches eram feitos somente para me atingir. Eles davam like e logo em seguida já vinha algum comentário babaca falando sobre meu peso e corpo. Fui criando uma resistência e já deixava na bio bem declarado que eu era gorda, mas isso só trazia os sexistas e novamente eu era vista como um objeto, em vez de um ser humano. Acredito que isso tenha ligação direta com a autoestima pois eu ficava extremamente triste, sendo que nem conhecia esses caras. Comecei a postar fotos de corpo que considero lindas e os likes diminuíram, felizmente, junto com os gordofóbicos.  Hoje, tenho mais maturidade e, graças à militância da aceitação, vejo isso com outros olhos. Mas na época foi bem triste e difícil, era como se fosse o fim do mundo”. Natália Pássaro Rodrigues de Souza, 23, turismóloga

“Pensam que tenho baixa autoestima por não ter corpo padrão”

Tainara Ferreira. Crédito: arquivo pessoal

 “Antigamente eu entrava em aplicativo de relacionamento com a mentalidade de ter algo sério. Hoje, converso, conheço pessoas, mas nada com um interesse mais profundo, porque me sinto extremamente discriminada. Às vezes, sinto necessidade de entrar num padrão para ter um relacionamento sério, mas aí percebo o quanto querer me padronizar para encontrar alguém é errado da minha parte, aí mudei isso na minha cabeça e me conscientizei que se alguém gostar de mim, terá que me aceitar do jeito que eu sou. Só que a maioria das pessoas que dão match têm no pensamento ‘ah, ela é gorda, tem baixa autoestima, vou ganhar a confiança dela e magoá-la’. Vejo que muitos homens têm essa mentalidade, que, por não termos o corpo padrão, não temos autoestima”. Tainara Ferreira de Jesus , 27 anos, secretária

“Um cara me perguntou: por que toda gorda se acha?”

Cinthia Abreu. Crédito: arquivo pessoal

Uma vez um rapaz curtiu meu perfil e enviou “oi” várias vezes, mas eu não curti o que ele escreveu na descrição dele, o que fez com que eu não me interessasse. Um tempo depois, ele mandou uma mensagem questionando ‘por que toda gorda se acha?’. Isso aconteceu recentemente, em uma fase que eu gosto muito de mim, por isso não me abalei. Já tive boas experiências, mas hoje não uso mais aplicativos de relacionamento”.  Cínthia Cristina Abreu, 28 anos, escrevente

Por Eligia Aquino Cesar, colaboração para a Universa

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Seis verdades (talvez duras) sobre seu perfil nos apps de relacionamento http://deumatch.blogosfera.uol.com.br/2019/05/19/seis-verdades-talvez-duras-sobre-os-apps-de-relacionamento/ http://deumatch.blogosfera.uol.com.br/2019/05/19/seis-verdades-talvez-duras-sobre-os-apps-de-relacionamento/#respond Sun, 19 May 2019 07:00:15 +0000 http://deumatch.blogosfera.uol.com.br/?p=1576

Crédito: Pexels

Embora os aplicativos de relacionamento sejam uma ótima forma de flertar, há sempre pessoas que entram ali e não são bem sucedidas na empreitada, por diversas razões. Um dos principais motivos para que isso ocorra é que muitos entram no app sem noção de como agir e muitas vezes vacilam na hora de atrair pessoas que estejam de acordo com seu perfil. O “Deu Match!?” traz verdades (para alguns duras, faz parte), mas importantes para quem deseja se aventurar nesse mundo. Conheça seis delas a seguir.

O principal critério para se interessar por alguém em apps de relacionamento é estético

Muitas pessoas não admitem isso, dizem que é importante ter um bom papo, ser bondoso, diferente. Porém, a verdade é que os aplicativos de relacionamento são um grande cardápio no qual a beleza é, sim, o primeiro critério. Evidentemente, que o conceito de beleza é muito subjetivo e aqui está muito relacionado às fotos escolhidas, mas o fato é: conquistar alguém pela aparência em app é fundamental.

O perfil no aplicativo de relacionamento é seu, e não da sua mãe ou de seus amigos

Você está em um app de relacionamento para se envolver amorosamente com alguém, na maioria dos casos. Se quer deixar claro que família é fundamental para você, escreva isso. Evite montar um perfil (como muitos que existem) em que há uma foto do dono da conta e outras em que ele está no meio de vários amigos, entre os quais fica praticamente impossível identificá-lo, assim como fotos da sua mãe, seu pai ou cachorro sozinhos. Fica difícil se interessar por um perfil assim.  

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Fazer desabafos trágicos (ou dramáticos) na biografia tende a afastar as pessoas

Se você é o tipo de pessoa que faz da sua descrição em aplicativo de relacionamento um muro das lamentações, saiba que isso não atrai muita gente. Pense que quem está ali busca diversão e não resolver problemas de quem nem conhece. Que tal falar sobre as coisas que gosta de fazer, do que procura, em vez de tratar de questões mal resolvidas?

Perfil com fotos nas quais não se enxerga o rosto do pretendente não funcionam

A descrição na biografia está ótima, as fotos de viagem com paisagens lindas em lugares fantásticos também, porém há um problema:  é praticamente impossível reconhecer o possível pretendente nelas, seja porque está de costas ou por tirar fotos mostrando apenas uma parte do rosto ou desfocadas. Como dar match tão no escuro assim? É normal ser inseguro em relação a aparência. Se esse for seu caso, peça ajuda a um amigo que entenda de fotografia. Acredite: o resultado costuma ser certeiro.

A forma como você escreve pode ser, sim, a diferença entre continuar o papo ou não

Ninguém está falando que você deve ser um erudito com doutorado para ter sucesso em aplicativos de relacionamento. Porém, dependendo do seu foco, cometer erros como de português graves desanima muita gente. Não tenha preguiça de escrever e, se tiver dúvidas, consulte um dicionário na internet.

Mandar nudes sem ser solicitado é uma péssima ideia

Alguns homens acreditam piamente que mandar uma foto nu, sem que a outra parte tenha deixado claro que quer isso, fará com que a mulher em quem está interessado corra para seus braços. Pode dar certo? Sim, mas as chances são mínimas. A maioria das mulheres reclama muito desse comportamento masculino e relata que já deixou de sair com alguém por quem estava interessada por conta desse gesto, digamos assim, impulsivo.

Por Eligia Aquino Cesar, colaboração para a Universa

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