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Beleza? Bom papo? Leitores dizem o que os faz levar um match adiante

Deu Match!?

05/04/2019 04h00

Crédito: Pexels

O que faz as pessoas escolherem uma perfil em um app de relacionamento e desprezar o outro? Será que é alguma característica física? Escrever corretamente? Ser fofo? Conheça a opinião de usuários sobre esse tema.

Autênticos e com noção

A social media Lavínia Carolina de Sousa, 21, conta que quando pega o app de relacionamento sempre avalia várias pessoas. Isso a faz manter papo com muitos rapazes ao mesmo tempo e avaliar qual se encaixa melhor em seu perfil.

"Costumo adorar pessoas que sabem como não deixar o assunto morrer, o que normalmente associo a um início fora do 'oi, tudo bem?'. Uma vez um cara me mandou do nada 'estou indo ao mercado, vai querer alguma coisa?' e começamos uma conversa louca sobre nossas preferências, porque curti a abordagem dele.

Não posso negar que tenho uma tendência a continuar o papo com pessoas que me despertaram grande interesse antes mesmo do match. Dou chance também àqueles que não ficam mandando mensagem 24 horas por dia, porque entendem que sua vida não é só ficar conversando em aplicativo de relacionamento".

A social media Lavinia Sousa gosta de rapazes que se mostrem originais. Crédito: arquivo pessoal

Desejos parecidos

Vinicius Cury, 19, acredita que quando você consegue acertar no match, um possível encontro será mais interessante, já que haverá intimidade maior e uma relação mais direta e tranquila. Na avaliação do analista de mídia é importante alinhar as expectativas de ambos para evitar frustrações futuras.

"Às vezes, uma pessoa quer apenas conversar e trocar ideias, enquanto a outra quer algo a mais. Colocando de maneira prática, acredito que para a conversa fluir deve haver uma harmonia em relação a 'entrega' e 'interesses'. Precisa ser uma via de mão dupla, se não o interesse acaba e o match acaba servindo para nada.

Costumo ser autêntico e sempre ter conversas bem espontâneas e descomplicadas. Particularmente, não sou muito fã de pessoas que possuam 100% de interesses parecidos com os meus, afinal, peças iguais não completam o quebra-cabeça, não é mesmo?".

Para o analista de mídia Vinícius Cury é essencial saber o que deseja nos apps. Crédito: arquivo pessoal

Bom de papo

Elisa Rodrigues, 33, usa aplicativos de relacionamento, entre idas e vindas, há cerca de quatro anos. A professora não nega que critérios de beleza são levados em conta em um primeiro momento, mas que adora conversar com homens que escrevem corretamente e que sabem falar sobre diversos assuntos.

"No cenário que vivemos atualmente no Brasil fica difícil desvincular questões políticas dos critérios para o match. Prefiro dar atenção a alguém que em alguns aspectos, como cidadania, ética e liberdade tenha uma mentalidade parecida com a minha. Acho que a chance de dar certo aumenta muito usando esse tipo de 'filtro'.

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Uma vez dei match com um cara que conhecia de vista e achava um gato. Quando começamos a conversar, ele soltou um 'concerteza' e outros erros gramaticais como esse. Dei uma brochada gigante, porque adoro homens que falam e escrevem corretamente. Isso me soou tão bizarro quanto aqueles caras que pedem ou mandam nudes sem serem solicitados. Péssimo!"

A estudante Beatriz Eller preferia flertes longos a homens que pediam fotos. Crédito: arquivo pessoal

Atitude na medida certa

Beatriz Eller do Amaral, 23, conheceu há quatro anos em um app de relacionamento o namorado, Rodolfo Oliveira. A estudante de relações públicas diz que foi determinante para dar uma chance a ele o fato de terem um amigo em comum. Isso a fez se sentir segura para seguir em frente.

"Comecei a conversar com o Rodolfo e ficamos um mês assim, batendo papo só no app. Fui eu que pedi o WhatsApp. Ele disse que estava esperando que eu o fizesse para não parecer tão invasivo e eu gostei disso.

Era legal manter esses flertes mais longos do que aqueles caras que ficavam pedindo para mandar fotos. Achava interessante também homens que conseguiam manter uma frequência nas respostas da conversa, sem vácuos enormes ou mensagens a cada segundo.  Já tive bons encontros com rapazes que agiram dessa forma".

Por Eligia Aquino Cesar, colaboração para a Universa

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Notícias, curiosidades e muitas histórias de quem já se deu bem ou quebrou a cara nos apps de paquera.

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