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Deu Match!?

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Mulheres falam sobre o que gostam ou detestam nos apps de paquera

Deu Match!?

2027-05-20T19:04:00

27/05/2019 04h00

Crédito: Pexels

Por que tanta gente reclama apps de relacionamento, desiste ou simplesmente não consegue encaixar seu perfil com o de outras pessoas que estão ali?A resposta é simples: em muitos casos falta alinhar expectativas. É só observar para perceber que muitos estão a procura de relacionamento sério e outros tantos de algo casual. Até aí, tudo bem. O problema é quando essas pessoas com objetivos tão diferentes se encontram: fica só a frustração, como contam algumas usuárias.  

Raiane Viana desistiu de aplicativos de relacionamento por conta de comportamentos sem noção. Crédito: arquivo pessoal

Sem app

A analista de qualidade Raiane Viana é uma dessas pessoas. Diz ter usado app de relacionamento por apenas quatro horas e que foi o suficiente para perceber que não tinha muito a ver com a ferramenta. "De início tive curiosidade para saber como funcionava. Pensei que as pessoas estavam a procura de algo sério mesmo! Mas fiquei decepcionada. Tive a impressão que muitos homens estão ali à procura de algo rápido, uma 'saidinha'", diz.

Raiane conta que apesar do pouco tempo de uso foi desrespeitada por alguns pretendentes e isso a irritou. "Os caras não perguntavam o que fazia, se sou formada, se trabalho, já me chamavam direto para passar na casa deles. Aí, pensei: 'Opa, estão confundindo as coisas. Isso não é para mim'. Acho que por isso fiquei tão pouco tempo utilizando esse tipo de app", diz a jovem.

Verônica de Souza gostava de ter conversas agradáveis quando usava apps de relacionamento. Crédito: arquivo pessoal

Com a estudante de artes Verônica Martins de Souza, 19, aconteceu algo similar. Ela desanimou do aplicativo em três meses. "Quando usava, o que mais me atraía era poder conhecer gente totalmente fora do meu convívio, me sentia muito atraída por fotos espontâneas, nas quais a pessoa estivesse sorrindo"

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Ela começou a achar os apps desagradáveis quando alguém supostamente interessado era invasivo. "Não estava ali para mostrar nada, queria apenas ter conversas agradáveis naquele primeiro momento. E grande parte já vem pedindo fotos do corpo. Outra coisa que me estressava eram perfis objetificando pessoas com frases do tipo 'só gostosa pode dar match' ou algo do tipo", afirma Verônica.

Fabiana Alves usa aplicativos de relacionamento há sete anos. Crédito: arquivo pessoal

Persistência

Essa foi também a reclamação da autônoma Fabiana Aparecida Alves, 32, que usa apps há sete anos. "O cara me conquista quando tem educação, convida para sair, coisas simples que muitas vezes não ocorrem". Ela diz já ter bloqueado homens que pedem para que mostre o corpo e tire a roupa, sendo que em momento algum tinha dado a entender ao rapaz que queria algo do tipo.

"Já conheci uma pessoa no app com a qual fiquei um ano e três meses. Ele parecia super legal, mas descobri que todo o tempo que ficamos, ele saía também com outras mulheres. Poderia ter sido sincero, ao menos", desabafa Fabiana.

Júlia Nunes conta ter conhecido alguém especial no app. Crédito: arquivo pessoal.

A confeiteira Júlia Carolina Nunes dos Santos, 24, conta que, entre idas e vindas, usa apps de relacionamento há três anos. "Desinstalava o app quando começava a ficar sério com alguém e instalava novamente ao quebrar a cara", recorda. Ela, como todas as outras entrevistadas, diz que sempre se estressou com pedidos de foto sem noção, que ela define como nojentos quando são diretos ou até mesmo quando iniciam com a pergunta "como você está vestida" (fica a dica, pessoal).

Foi em um desses bate-papos que Júlia conheceu um rapaz que ela define como diferente de todos que já conheceu. "Não é nada oficial ainda, mas sinto por ele uma conexão mais forte do  que tive com um namorado com quem fiquei por quatro anos". E qual foi o diferencial desse rapaz? "Ele nunca pediu uma foto íntima minha, conversa sobre qualquer assunto, o nível de humor dele é na mesma proporção que o meu. Ele desinstalou o app e eu também fiz o mesmo. Depois de um ano e meio solteira, decidi que é hora de dar uma chance ao amor" finaliza.

Por Eligia Aquino Cesar, colaboração para a Universa

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