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Deu Match!?

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Ela usou apps para se libertar sexualmente: "Transei com muitos homens"

Deu Match!?

27/06/2019 04h00

Daniela Roma diz estar completamente realizada com a vida sexual que tem hoje. Crédito: arquivo pessoal

Os apps de relacionamento, além da função óbvia, também funcionam como importante ferramenta na busca da liberdade sexual, que, em muitos casos, só precisa de um empurrão para vir à tona, como aconteceu com Daniela Oliva Roma.

A história da assessora de imprensa de 32 anos começa ainda na adolescência, quando se sentia reprimida por conta de uma educação conservadora, pautada em princípios religiosos. "Mesmo tendo perdido a virgindade aos 18 anos, eu já beijava aos 12, ia para a balada escondida, porque tudo era tabu na minha família. É interessante que nunca associei o sexo a algo ruim, embora para a minha família fosse apenas para procriação. Mas na adolescência não tinha como me manter financeiramente, só dei meu grito de liberdade anos depois, quando me divorciei", conta.

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Daniela diz que é evangélica, mas que tem uma relação muito particular com Deus, e que mostra ao filho aquilo que acredita ser certo e, principalmente, coerente. "Ensino coisas de Deus ao meu filho, sempre falo que Deus é bom, importante e que temos que orar todos os dias e agradecer. Porém, não deixo que a religião interfira na minha vida. Deus está preocupado com o coração das pessoas, com quem faz o bem. Não permito que crenças limitantes entrem na cabeça do meu filho, tudo tem que ser livre. É só não fazer mal aos outros, não usar de má-fé".

Sem prazer sexual

Ela conta ter conhecido o ex-marido, a quem foi fiel durante todo o tempo em que se relacionaram, aos 21 anos. "Não tinha muita experiência sexual porque até aquele momento o sexo não era algo explorado, era rapidinho, meio escondido. Com ele, passei a ter uma vida sexual mais ativa, mas não lembro do sexo como algo gostoso durante meus anos de casada. Não tinha oral ou anal, mesmo eu dizendo que gostava."

Percebendo que não queria uma vida como aquela para si, mesmo com a pressão da família para que permanecesse casada, Daniela resolveu se divorciar aos 30 anos. "A partir daí, comecei a me exibir para estranhos no Skype, sem mostrar meu rosto, e gostei disso. Foi nessa época também que resolvi fazer a hipnoterapia. Foram três sessões que mudaram a minha vida pessoal e profissional também", conta.

"Antes, eu era uma idiota, com medo de tudo o que os outros pensassem sobre mim. Depois, me transformei em alguém com a cabeça aberta, segura de mim, da minha sexualidade e vontades. Tomei consciência que o que faço entre quatro paredes não interfere em nada no âmbito profissional e das coisas que realizo".

O início da libertação

Foi nesse momento, em 2017, que Daniela embarcou no mundo dos apps. "Quando me cadastrei em aplicativos de paquera, pensava em sair com todos e experimentar tudo. E realmente saí com muita gente que foi legal. Acho que de lá para cá transei com uns 150 caras, porque tinha semanas que eu saía com homens diferentes diariamente ou com mais de um no mesmo dia, separadamente".

O principal critério para a jovem topar sair com alguém é a conversa. "No app, damos match pelo visual, mas se o assunto não rola ou ele se mostrar escroto, bloqueio. Os apps de paquera foram ótimos para minha descoberta,  realizei diversas fantasias: transei com mulheres, fiz ménage e sexo grupal, entre outras coisas, mas não dá para dizer que só encontrei gente bacana ali. Há homens que gostam dessa vida, não assumem isso e não querem que eu tenha acesso aos amigos dele, como se meu comportamento me inferiorizasse. Transar com quem quer que seja não significa que você merece ser maltratada. Não aceito isso".

Bem resolvida

Daniela conta que já foram desrespeitosos com ela. "Já me disseram: 'Você acordou cedo e veio até aqui porque você é puta, do contrário não teria vindo'. Respondi que conversamos e trocamos nudes de maneira natural e consensual, e que quem não queria mais era eu e fui embora. Aconteceu também do sexo ser muito bom, e depois o cara levantar, tomar banho e sair sem nem dar tchau. Não entendo o que leva uma pessoa a se comportar dessa forma, afinal ele não é melhor do que eu em nada. Por isso, comecei a explicar mais o que queria nos apps: se estamos saindo, vamos curtir o momento inteiro, sem que isso signifique relacionamento, nem quero isso".

Hoje, Daniela não usa apps de paquera, por, nas palavras dela, demandar um tempo do qual não dispõe. "Acho que o aplicativo não é algo que você deva usar para sempre, mas posso dizer que foi o que me tornou mais segura de mim sexualmente, de posicionamento diante da sociedade e que me faz sentir totalmente confiante para falar desse assunto. Felizmente, meus contatinhos estão ótimos, são pessoas nas quais confio, que tenho possibilidade de realizar desejos e fantasias com elas. Às vezes saímos para cinema, balada, sem que necessariamente aconteça sexo".

A maioria das mulheres não é segura sexualmente, na opinião de Daniela. "Não sei se é por medo da sociedade, mas muitas têm medo de assumir que querem, sim, transar, como se isso fosse um problema. Não é! Espero que as mulheres que desejem se libertar sexualmente saiam da zona de conforto e assumam suas vontades, sem deixar de viver por causa da opinião de outras pessoas, que nada têm a ver com a vida delas. Quando alguém critica o meu estilo de vida ou tenta me ofender por conta disso, dou risada e falo que gozo todos os dias."

Por Eligia Aquino Cesar, colaboração para a Universa

Sobre o blog

Notícias, curiosidades e muitas histórias de quem já se deu bem ou quebrou a cara nos apps de paquera.

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