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Deu Match!?

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Usuária conhece pretendente no Tinder e ganha emprego nos EUA

Deu Match!?

17/08/2018 04h00

Carla não esperava que um match descompromissado pudesse render uma mudança de vida (Foto: Pexels)

Algumas pessoas usam o Tinder com o objetivo de encontrar alguém para curtir, sem compromisso. Outros querem um amor para a vida toda. E tem quem só queira amizade, mesmo. A consultora Carla Botelho, por outro lado, vai atrás do match só para conhecer pessoas, sem nenhuma segunda intenção. E talvez seja pela falta de expectativas que Carla se deu tão bem.

"Eu morava na zona sul, em São Paulo, e vive aparecendo gringo hospedado ali pelo Grand Hyatt, Sheraton e outros hotéis. Adoro dar match com eles, amo ouvir histórias, conhecer gente nova. E foi assim que conheci esse americano. Demos match, nos encontramos em um bar, conversamos e bebemos por horas", conta ela.

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Roy, o americano em questão, sempre vem ao Brasil por conta do trabalho. Com um primeiro encontro bem-sucedido, ele tentou rever Carla, mas inicialmente sem muito sucesso. "Na segunda vez que ele foi para São Paulo, eu não estava a fim de conversa, e disse que não queria sair. Ele percebeu que eu estava meio 'deprê' e me fez sair de casa, o que foi muito legal, me ajudou a me animar, me deu conselhos e tal", explica Carla.

Mesmo não se vendo sempre, Carla e Roy mantiveram contato via redes sociais, mas por conta da agenda caótica de ambos, ficou difícil marcar novos encontros. No início de junho, ela fez uma viagem ao Reino Unido e, faltando cinco dias para retornar ao Brasil, ela recebeu uma mensagem inacreditável de Roy. "Ele disse, 'Carla, você está sem trabalho no Brasil, né? Então, eu estou viajando demais e preciso de alguém que me ajude em casa, cuide dos cachorros, dê assistência para meus filhos… Eu te pago por isso, e também um curso de inglês."

Pela cabeça de Carla, passou de tudo, de pegadinha a até esquema de tráfico sexual. Não foi logo de cara que ela acreditou que a proposta era verdadeira. Além disso, ela já tinha ficado algumas vezes com Roy. E se ele quisesse algo a mais em troca do emprego? "Fiquei reticente sobre o que ele esperava de mim e falamos sobre isso. Eu disse que não queria começar a trabalhar para ele se fosse para misturar as coisas, pois não preciso disso. E ficou acertado que nosso relacionamento a partir de então seria só profissional. Como eu não tinha nada a perder, fui", conta ela, que já foi direto do Reino Unido para a casa de Roy, em Detroit, nos Estados Unidos.

Assim, Carla já ocupa seu posto de  governanta há pouco mais de um mês e afirma que a experiência tem sido ótima, embora ela passe a maior parte do tempo sozinha. Se Carla deu sorte ou foi uma felizarda do destino, ela não sabe dizer, mas é grata pelo o que aconteceu. "Acho que ele é daquelas pessoas que você encontra poucas vezes na vida ou só uma vez. No começo, achei que ele queria apenas que eu viesse para cá uns dias para curtir, e demorei muito tempo para acreditar que ele estava falando sério, decidi vir no último minuto. Eu realmente não tinha nada a perder", diz.

Para o futuro, ela não faz muitos planos, mas diz que deve ficar nos Estados Unidos até dezembro, quando o visto expira. "A partir de então, posso voltar ao Brasil com um inglês bem melhor para colocar no currículo. Essa é minha ideia inicial, mas não sei o que pode acontecer."

 

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