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Elas só descobriram que eram bonitas depois de entrar nos apps de paquera

Deu Match!?

15/06/2019 04h00

A baixa autoestima é um problema que pode prejudicar a vida amorosa de qualquer pessoa. Afinal, como se relacionar de maneira saudável com alguém se você não gosta do próprio corpo, se acha feia ou desinteressante? Há várias maneiras de buscar o caminho da aceitação e, consequentemente, do contentamento. Para muitas mulheres, o exercício de ser mais generosa consigo mesma, de aprender a se achar bonita da maneira que é, veio por meio do uso dos aplicativos de paquera.

Victoria Veduatto afirma que os apps de paquera a ajudaram a se aceitar. Crédito: arquivo pessoal

Postar fotos como é e receber elogios

Victoria Veduatto, 21, conta que há alguns anos era bem tímida. A estagiária de psicologia lembra que nunca teve problemas em postar fotos de seu rosto em redes sociais, mas que não sentia a mesma segurança em relação ao próprio corpo. Isso mudou quando passou a utilizar aplicativos de paquera. "Usar app melhorou muito minha autoestima porque eu adorava ser elogiada pelas pessoas. Ficava feliz quando saía com alguém que dizia que eu era tão bonita pessoalmente quanto nas fotos".

Para a jovem, é natural que aplicativos de paquera tenham influência na autoestima, já que hoje as relações estão muito atreladas não só ao que acontece no mundo real, mas também no virtual. "Postar uma foto mostrando quem sou de fato e receber um elogio me ajudou no processo de aceitação do meu corpo e até mesmo da minha personalidade", relata.

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Natália Costa se sentiu mais confiante depois que entrou no mundo dos apps de relacionamento. Crédito: arquivo pessoal

Ao se aceitar, a vida amorosa melhora

Algo similar ocorreu com Natália Oliveira Costa, 18. A Jovem Aprendiz diz ter se descoberto bonita somente após trazer os aplicativos de paquera para a vida dela, há cerca de um ano. "Depois que passei a usar o app, vieram elogios dizendo que sou muito bonita e junto a isso várias pessoas passaram a se interessar por mim. Parei e me perguntei 'será que sou totalmente o contrário do que estou pensando'. A partir desse momento passei a me olhar no espelho com o pensamento diferente, me aceitando, e achando que sou linda".

Natália notou que as paqueras também aumentaram no seu dia a dia fora do mundo virtual. "Quando me aceitei e pensei 'sou mais do que imaginava, maior do que falam', descartei as ofensas que recebia e fiquei só com as críticas construtivas e, principalmente, com os elogios. Depois que comecei a me amar, a me aceitar, passei a atrair mais pessoas em baladas, por exemplo. Fico com mais gente agora do que antes".

Apesar dessa transformação comportamental, ela diz que divide o tempo disponível entre os mundos real e virtual.  "Antes de usar app de paquera era totalmente insegura, principalmente com meu corpo e cabelo. Quando mudei meu pensamento, percebi que as pessoas se interessam mais por alguém que confia em si mesmo, parece que é mais fácil acreditar em quem age assim", conclui Natália.

Giovanna Ishikawa passou a se achar mais bonita após receber elogios nos apps de paquera. Crédito: arquivo pessoal.

Quando elogiam, agradeça

Para a estudante Giovanna Mitie Oliveira Ishikawa, de 19 anos, a mudança veio depois de ter recebido várias mensagens positivas nos apps de paquera. "Antigamente quando uma pessoa falava que eu era bonita, por ter uma aparência fora do padrão que aparece na mídia, não acreditava. Ficava achando que diziam isso só porque eu sou legal ou para tentarem me deixar bem".

A jovem afirma que antes de usar aplicativos de paquera era inibida e que a ferramenta a ajudou a ficar bem com ela mesma, a se achar bonita. "Hoje, quando me elogiam, agradeço. Confio mais em mim, pois sei que somos diferentes, imperfeitos e o mais importante é o caráter e não tanto a aparência das pessoas", encerra Giovanna.


Por Eligia Aquino Cesar, colaboração para a Universa

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