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Deu Match!?

Apesar de proibida, prostituição é realidade em aplicativos de paquera

Deu Match!?

30/04/2018 17h37

(Imagem: iStock)

Ao baixar um aplicativo de paquera, os termos de uso são bastante claros: é proibido o comércio de relações sexuais. A oferta e a procura da prostituição podem fazer com que um usuário seja banido dos apps. Contudo, a realidade é outra: disfarçadamente e com palavras-chave, pessoas oferecem dinheiro por serviços sexuais e discrição.

O Deu Match conversou com mulheres que já receberam proposta de trocar sexo por dinheiro. Janaína*, 25, se assustou. "Curti o cara e 'fiz um novo crush' no Happn. O perfil dele era normal, um homem atraente, não tinha nada que me fizesse pensar que ele estava em busca de prostituição", disse. "Assim que o crush aconteceu, ele pediu meu WhatsApp e já jogou a real: disse que era casado e precisava de discrição, mas que curtia aventuras extraconjugais e estava disposto a pagar por isso."

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Janaína ficou curiosa e pediu mais detalhes. "Ele disse que nos encontraríamos no motel e me pagaria R$ 300 por três horas de sexo. Comentei que não tinha interesse nesse tipo de encontro, e ele me bloqueou. Apesar de ter sido o único com quem conversei, já vi vários caras mandarem a real logo na foto do perfil dos aplicativos. E não foram poucos", garantiu.

Para Marina*, 30, a proposta foi mais ousada e aconteceu pelo Tinder. "A própria foto do cara era um texto em que ele deixava claro que queria pagar por sexo. Como eu estava precisando de grana, pensei em aceitar. Ele me pagaria R$ 500 por uma noite. Já transei com tantos de graça, não faria diferença", explicou a produtora de eventos. "Só que o negócio era mais bizarro. Ele era cheio dos fetiches e queria que eu transasse com mais quatro amigos dele. Se fosse com cinco, ele aumentaria minha remuneração. Fiquei com medo e achei melhor cair fora, nem sabia quem era", disse.

A tática de quem busca prostituição nos aplicativos de paquera é simples: o texto que explica o interesse é publicado como uma foto, o que dificulta a reprovação da descrição, por exemplo.

Ao Deu Match, o Tinder garantiu que "requisições de qualquer tipo são contra os os termos de uso do aplicativo" e explicou o que a pessoa deve fazer ao encontrar esse tipo de procura.

"Se um usuário encontra um perfil violando termos, nós o encorajamos a reportar isso por meio da nossa ferramenta de denúncia presente em todos os perfis. Quando recebemos um relato do tipo, nossa equipe toma as medidas apropriadas, o que pode incluir a remoção do perfil ou banimento do usuário. Denunciar um usuário por conduta inapropriada é simples e fácil de fazer. Em qualquer perfil os usuários podem clicar no ícone "três pontos" e selecionar a opção "denunciar". Os usuários também podem reportar outro usuário por meio de um e-mail para help@gotinder.com".

O Happn afirmou que condena qualquer uso fraudulento do aplicativo. "Nossos usuários concordam em usá-lo apenas para fins pessoais ao aceitar nossos Termos de Uso. Qualquer usuário pode denunciar — em apenas um clique –comportamentos ofensivos ou usos inadequados do aplicativo, a qualquer momento, sete dias por semana. Nossos moderadores intervêm sempre que um problema é relatado e todas as denúncias são levadas em consideração, o que pode levar à proibição de usuários quando necessário", garantiu o aplicativo.

*Os nomes utilizados nesta reportagem são fictícios e visam preservar a identidade dos personagens 

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Notícias, curiosidades e muitas histórias de quem já se deu bem ou quebrou a cara nos apps de paquera.

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